Monday, October 03, 2005

Confissão

Sou Designer Gráfico. No fundo deveria dizer apenas que sou um gráfico. Designer não é profissão que exista verdadeiramente em Portugal. Não tem registro, não tem tradução. É daquelas coisas que aparecem nos orçamentos quando pretendemos dizer que é um trabalho de qualidade. "Até tem design e tudo"

"Ao menos ponha isso bonito". Na arquitectura já aceitámos que não é fazendo muita decoração que as casas ficam melhores. É pôndo-as funcionais, descobrir soluções boas e agradáveis. Claro que se forem belas, tanto melhor.
Ser contratado apenas para decorar, ser desprezado quando a solução encontrada é simples? mesmo que mais eficaz? Ou melhor, o problema é mesmo ter que pagar por uma solução simples. Como se estivessem a pagar à quantidade. Quantidade de quê? elementos? curvas? Cores?

Não sentem necessidade de personalidade na imagem que projectam? Pessoas que se vestem de forma elegante, poucas cores, corte simples, com charme sóbrio, vestem os seus negócios marcas ou serviços como de palhaços se tratasse. Honestamente, confundem um fato e gravata por um fato macaco. O conceito de solução personalizada ainda existe? Resolução do problema? Adequação da forma à função?

"Quando eu penso em Design penso em lucro e eficácia"
Mas há quem não pense.

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