Choque Cultural
Respondendo à tua pergunta, é precisamente esta atitude existencial do hinduísmo de encarar a vida e a morte como um ciclo alternado e causal, sem intervenção divina, em que estamos à mercê de um tempo sem fim para andarmos a regressar à vida e depois voltar de novo à morte, que eu diria, como resposta imediata, que foi o maior choque cultural que tive a viajar.
Mas num sentido mais subliminar e construído, o maior choque cultural que experimentei e continuo a experimentar acontece de cada vez que fico perante uma catedral gótica. Penso sempre: quem éramos nós que as construímos? Em que acreditávamos? Que força e que fé nos moviam?...
Gonçalo Cadilhe

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